COMISSÃO PERMANENTE - Estarão os Dirigentes-sindicais preparados para os desafios que são colocados diariamente à classe?
Exmo. Senhor
Presidente Mesa Assembleia-geral
Exmo. Senhor Presidente Direção
Sindicato dos Bancários do Norte
Caras e Caros Conselheiros,
Estarão os Dirigentes-sindicais preparados para os desafios que são colocados diariamente à classe?
A saída maciça de associados do Sindicato Bancários Norte demonstra bem, a confiança depositada nos Dirigentes e membros das Estruturas Sindicais, que ao longo destes dez anos nos tem governado. É um erro estratégico dizer que os nossos inimigos são os sindicatos paralelos, ignorando o que se passa na Direção, nas Comissões Sindicais e Delegações, os nossos verdadeiros inimigos residem, coabitam e gravitam dentro do SNB.
A prova do descontentamento reflete-se, nas negociações efetuadas pela FEBASE em nome dos sindicatos para a obtenção de uma redução de salários (como forma de evitar o despedimento coletivo) dizem uns, na inha opinião não passa de um empréstimo individual, sem qualquer taxa de remuneração e garantia de devolução, tendo em conta as declarações do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.
Os trabalhadores da banca e os do BCP em particular são vítimas de uma política cega, seguida pelas
diversas administrações, estes são os únicos chamados recapitalizarem o banco, cujos abutres com a conivência da FEBASE e dos seus sindicatos não empatam nem um chavo, não abdicando de receberem os dividendos.
Resta saber se os trabalhadores/dirigentes/subscritores deste acordo vão ver os seus salários também reduzidos, ou se vão recorrer aos Estatutos, artigo 15.º alínea i)reclamando a sua reposição salarial.
Com este acordo, a F E B A S E e os seus sindicatos, abrem portas para que outras instituições venham a obter o mesmo incentivo. Os lucros fabulosos da banca, amplamente reclamados pelos dirigentes sindicais, para pedirem aumentos salariais na ordem dos 3,75%, quando toda a gente sabia que se tratava de engenharia financeira que tem traduzido, em rescisões por mútuo acordo, suspensão de contrato trabalho e despedimentos no presente e passado, demonstrando que há muito tinham abandonado os seus associados.
Nem perto nem de longe os dirigentes sindicais estão preparados para responder aos desafios
colocados à classe?
A classe há muito que deixou de ter motivos para sorrir, a ausência no terreno da Autoridade para as
Condições do Trabalho cujos Inspetores fruto de uma política liberalista deste governo os transformou em telefonistas, aliada a uma falta estratégia por parte dos sindicatos e dos seus dirigentes sindicais, os bancários hoje e fruto do medo que impera na banca estão condenados:
Trabalhar mais horas por menos dinheiro;
Menos direitos e menos regalias;
Mais desregulamentação do tempo de trabalho;
Menos trabalhadores por balcão;
Menos tempo para almoço;
Mais disfunção na carreira profissional;
Não pagamento de subsídio de caixa;
Mais objetivos impostos e não negociados;
Mais horas extras - não pagas;
Mais reuniões fora do horário de trabalho;
Tudo isto, associado a um rigoroso horário de entrada, porque sair às 16h30 está em desuso.
Hoje os ritmos de trabalho impostos a novos e velhos, há muito que violam os acordos subscritos no âmbito da OIT, Concertação Social e Sindicatos. Este agravamento das condições de trabalho só é percetível para aqueles que se preocupam com o bem-estar de quem os elegeu, enquanto outros com responsabilidades acrescidas optam por ignora-los e falamos de um aumento de:
Aumento de suicídios e de tentativas;
Agressões físicas e verbais;
Assédio Moral & Sexual;
Intimidação I Coação Psicológica;
Violação da privacidade I caixas de correio I uso cartões multibanco.
Promovendo a Exclusão Social, com o objetivo de afetar negativamente o desempenho.
Mas será que é assim para todos?
Não, existe um punhado de "bancários", que fruto dos relevantes serviços prestados às tendências político partidárias, que teimam em suportar esta direção desde 2005, continuarão a beneficiar em nome de um sindicalismo de reencaminhamento (a nova forma de atender os associados, está na moda) cujos objetivos se desconhecem, mas por certo não são os dos bancários.
- Um sindicato e uma direção, sem objetivos e rumo, são como uma hemorragia, se esta não for estancada a horas conduz o paciente à morte. As constantes hemorragias que têm afetado as tendências que suportam esta direção desde 2005 são sinónimo disso mesmo, o SBN encontra-se em morte lenta, prova disso são as palavras do Presidente Direção Mário Mourão em finais no mandato anterior e passo a citar " muitos veem
para o sindicalismo com o objetivo de fugiram a processos disciplinares", sei que tens razão Mário Mourão, não te podes esquecer, é que todos eles são militantes das tendências TSS, TSD e TIDC.
Cujos líderes afirmam desconhecer as atitudes dos seus correligionários afirmando "não tenho nada a ver com isso, foram os bancários que os elegeram" é um fato, Sras. e Srs. Conselheiros mas quem os escolheu antes de irem a votos? Não são os líderes das tendências, os mesmos que assinam as suas requisições mensais e pagam:
Passes Sociais exorbitantes, mesmo até para aqueles que moram por cima do suposto local de trabalho e a outros que só lá vão de vez em quando;
Os subsídios de caixa, sem qualquer comprovativo por parte da Instituição;
As isenções de horário;
Os subsídios de turno;
As promoções por mérito, etc. etc..
Garantindo assim ainda mais tempo para irem ao Ginásio, para se dedicarem de forma reiterada à arbitragem, Basquete, Futebol, Jornalismo, King, Poker, Empresas , Rádio, Estudos, Licenciaturas e à venda de Cosmética em horário laboral, tudo isto ao abrigo de um REGULAMENTO DA ESTRUTURA SINDICAL, aprovado por aqueles que sistematicamente se recusam cumpri-lo.
Caras e Caros,
Conselheiros fala-se nos corredores, mas que ninguém quer assumir a paternidade, que a saída de associados se deve também a alguma inércia do Conselho de Gerência do SAMS e da Estrutura Sindical, podem ter alguma razão, mas confesso também que tenho outra opinião.
A saída de Associados deve-se essencialmente, à falta de gosto pela Atividade Sindical, aliada a uma falta de formação dos Dirigentes Sindicais, Comissões Sindicais de Empresa e de Delegação. Recordo que esta era uma das bandeiras do Adriano Venceslau para estancar a saída de associados, mas sistematicamente adiada pelos seus sucessores.
Estes são os novos e velhos sindicalistas (TSS, TSD e TIDC) saídos do Encontro de Jovens Bancários de Ofir, que nas palavras de Alfredo Correia, estão preparados para garantir o futuro do SBN, como referiu à nortada e
reconhecido pelo Presidente da Direção Mário Mourão, "muitos veem p a r a o sindicalismo com o objetivo de fugiram a processos disciplinares".
Lamento, que o Presidente da Direção Mário Mourão TSS com a conivência do Presidente Assembleia-geral Alfredo Correia - TSD e do parceiro coligação Paulo Coutinho- TIDC ameace aqueles que também foram a votos e, democraticamente exercem o direito de oposição, porque de fato estes não têm telhas de vidro.
Ao Firmino Marques, para que não digas que a minha intervenção, mais parece um muro de lamentações
deixa-me que te diga o seguinte.
Foram algumas estas minhas preocupações contribuíram para a saída da Tendência Sindical Socialista.
Mas acrescento uma outra, é que não vejo com bons olhos que a TSS utilize o tempo inteiro da Comissão Sindical para a Campanha Eleitoral e pague o material de campanha para a Comissão de Trabalhadores com do Montepio com dinheiro da nossa quotização para o SBN.
Ao Alberto Tavares da CSE do Barclays que mandar um abraço porque apenas dispõe de 5 h mensais para atividade sindical por imposição Código do Trabalho, prescindindo de dias de férias para visitar quem o elegeu, o verdadeiro sindicalismo começa hoje, na esperança que nunca venhas a engrossar o lote de parasitas que grassam no SBN Termino reiterando:
É um erro estratégico dizer que os nossos inimigos são os Sindicatos Paralelos. Não os nossos verdadeiros inimigos são todos os parasitas que, residem, coabitam e gravitam nos corredores do SNB, Comissões Sindicais Empresa e de Delegação, fazendo com que este seja o pior mandato de um Conselho-geral em termos de massa crítica dos últimos 16 anos.
Tenho dito.
Conselho Geral 27 de Março 2014
Mário Alves sócio n.º 24188
Ex- membro da Tendência Bancários de Portugal
Eleito pela ex-lista I